Brasil x Noruega é jogo de oitavas de final hoje, domingo, 5 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em East Rutherford/Nova Jersey, com início às 17h de Brasília. A vaga vale lugar nas quartas, contra quem passar de México x Inglaterra.
O ponto mais curioso do confronto: o Brasil nunca venceu a Noruega em quatro jogos oficiais/amigáveis registrados entre as seleções. Foram dois empates e duas derrotas, incluindo o 2 a 1 para os noruegueses na Copa de 1998. A Reuters também lembra que a Noruega chegou às oitavas após vencer a Costa do Marfim por 2 a 1, enquanto o Brasil vem de vitória apertada sobre o Japão.
Momento do Brasil
O Brasil chega com mais camisa, mais profundidade de elenco e jogadores capazes de decidir no detalhe, especialmente Vinícius Júnior, Matheus Cunha, Bruno Guimarães e os nomes de retomada física como Neymar e Raphinha. Mas há um problema real: Lucas Paquetá está fora por lesão muscular, o que tira criatividade, pressão pós-perda e conexão entre meio e ataque. Raphinha voltou a treinar, mas Ancelotti indicou que ele deve ser opção de banco, não titular.
Taticamente, o Brasil precisa evitar um jogo “partido”. Se atacar com muitos homens e perder a bola sem cobertura, abre exatamente o cenário que a Noruega quer: transição rápida para Haaland, Nusa e Sørloth. O Brasil deve tentar controlar posse, acelerar em Vinícius pelo lado esquerdo e usar Casemiro/Bruno para cortar a origem das bolas em Haaland.
Momento da Noruega
A Noruega não é zebra comum. Tem um plano claro: Haaland como referência, Ødegaard organizando, Antonio Nusa dando profundidade e Sørloth oferecendo presença física. Contra a Costa do Marfim, Haaland marcou aos 86 minutos, chegou ao quinto gol no torneio e classificou a Noruega para sua primeira vitória em mata-mata de Copa.
Solbakken, técnico norueguês, deixou claro que a Noruega não quer apenas sobreviver ao jogo: ele falou em manter a cabeça fria, defender por períodos longos quando necessário, mas também “machucar” o Brasil quando tiver bola. Ele também citou a necessidade de proteger os laterais contra Vinícius, evitando deixar o brasileiro no mano a mano puro.
Onde o jogo pode ser decidido
1. Vinícius Júnior x lado direito da Noruega
Se Julian Ryerson não estiver 100%, Marcus Holmgren Pedersen pode ter a missão de marcar Vinícius. A Noruega deve dobrar a marcação com cobertura por zona. Se Vini receber aberto e em velocidade, o Brasil ganha faltas, escanteios e situações claras.
2. Haaland x zaga brasileira
O desafio não é só marcar Haaland dentro da área. É impedir que a bola chegue nele. Bruno Guimarães foi direto: o Brasil precisa cortar o serviço, porque Haaland pode decidir com uma bola.
3. Bola parada
A Noruega tem altura, força e bom jogo aéreo. O Brasil não pode ceder escanteios e faltas laterais em excesso. Esse é provavelmente o caminho mais perigoso para a Noruega equilibrar o jogo.
4. Substituto de Paquetá
Sem Paquetá, o Brasil perde um jogador híbrido. Se Ancelotti optar por Endrick, Matheus Cunha pode recuar como meia. Se optar por Neymar, ganha passe e repertório, mas pode perder intensidade de recomposição. A escolha muda completamente o desenho ofensivo.
Prováveis escalações
Brasil provável: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Santos; Bruno Guimarães, Casemiro; Rayan, Matheus Cunha, Vinícius Júnior; Endrick.
Noruega provável: Nyland; Holmgren Pedersen, Ajer, Heggem, Møller Wolfe; Ødegaard, Berge, Berg; Sørloth, Haaland, Nusa.
Leitura final
O Brasil é favorito, mas não é jogo confortável. A Noruega tem menos tradição, porém tem um dos atacantes mais decisivos do mundo, bom momento emocional e um histórico psicológico interessante contra a Seleção. Para o Brasil, o jogo ideal é controle, paciência e pressão pós-perda eficiente. Para a Noruega, o roteiro perfeito é resistir, esfriar o ritmo e transformar cada escapada em ameaça real.
Meu palpite técnico: Brasil 2 x 1 Noruega. Vejo o Brasil com mais alternativas para vencer, mas dificilmente será um jogo limpo defensivamente. A Noruega deve ter chances reais, principalmente em transição e bola aérea.